quarta-feira, 17 de junho de 2009

Lajes de cobertura


As lajes aumentam o valor, o conforto e a segurança de sua casa. As mais comuns são as de concreto armado, executadas no local, ou as pré-moldadas de concreto, compostas de vigotas "T" ou vigotas treliçadas e lajotas (tavelas). As lajes pré-moldadas são as mais econômicas e mais simples de executar.
O índice de isolamento: As lajes são estruturas destinadas a servirem de cobertura, forro ou piso para uma edificação.
Feitas de concreto armado, elas podem ser pré-moldadas ou concretadas no próprio local.
As lajes concretadas no local, também chamadas de lajes maciças de concreto armado, devem ser projetadas por um profissional habilitado, que também orientará e acompanhará a sua execução.

Quais os tipos de lajes mais usadas?

Podem ser de dois tipos básicos: as maciças e as nervuradas.
As lajes maciças são mais utilizadas em obras grandes e especiais, necessitando de cálculo apropriado executado por especialista. Dentro do tipo nervurado estão as lajes pré-fabricadas, também chamadas de mistas, que tem utilização mais ampla, atendendo também as obras de menor porte.
As lajes pré-fabricadas são aquelas constituídas por vigas ou vigotas de concreto e blocos que podem ser de diversos materiais, sendo mais utilizados os de cerâmica e os de concreto. Dependendo do tipo de vigota utilizada, as lajes pré-fabricadas podem ser: protendidas, comum ou treliçadas.

Protendidas, comum ou treliçadas

a. Protendidas
A laje protendida possui um tipo de armadura especial e, sendo na maior parte destinada a obras maiores onde é necessário resistir a grandes cargas e se tem grandes vãos, não entraremos em detalhes.

b. Laje comum
As vigotas possuem formato de um "T" invertido e tem internamente uma armadura de barras de aço.
Os blocos (ou lajotas) usados são predominantemente de cerâmica, tendo em média 32cm de largura. As alturas normais dos blocos são 7cm, 10 cm, 12 cm, 15 cm e 20 cm).

A laje é montada intercalando-se as lajotas e as vigotas sendo finalmente unidas por uma camada de concreto, chamada de capa, lançado sobre as peças.
Em lajes de forro pode ser utilizado o tipo comum até vãos de 4,30m com espessura de 10cm e, para lajes de piso até 4,80m com espessura de 12cm (mas antes, verificar com o fabricante as limitações).
As vigotas são fabricadas geralmente com comprimentos variando de 10cm em 10cm.
Este tipo de laje pode apresentar trincas depois de pronta porque o concreto da capa não adere perfeitamente às vigotas, pois as mesmas tem a superfície muito lisa.
Durante o transporte das vigotas dentro da obra, elas também podem trincar, dependendo do comprimento que tenham, por isso deve-se ter muito cuidado ao manusear para não danificar as peças.

Qual é a laje pré-moldada mais leve que existe?

Laje com isopor (EPS)

O isopor tem características muito favoráveis para utilização como elemento enchimento de lajes, é leve e resistente.
O isopor não serve de alimento a qualquer ser vivo inclusive microorganismos e, portanto, não favorece a presença de cupim, nem apodrece.
Usado em lajes pré-moldadas nervuradas em uma só direção ou em grelha, permite grande economia de cimbramento, mão-de-obra e tempo.

sexta-feira, 22 de maio de 2009


Conheça as marcações comuns feitas nas plantas de forros de placas de gesso, como locais de fixação, passagem de redes e luminárias


Reportagem: Giovanny Gerolla


Uma planta de forro indica sempre as posições onde será rebaixado e os pontos onde a iluminação será embutida. Os arquitetos costumam representar as áreas de rebaixo com hachuras (riscados) na planta, como na imagem ao lado.
Note que o rebaixo representado receberá lâmpadas fluorescentes longas e elas deverão se cruzar num ponto.
As placas de gesso têm normalmente 60 cm x 60 cm e possuem ganchos de ferro nas quatro extremidades. Para fixá-las (veja dicas abaixo), arames são presos a pinos de aço chumbados na laje e depois conectados aos ganchos da placa de gesso.
Em forros de formato circular ou recortados, é preciso marcar primeiro o desenho do recorte a lápis, na placa, para depois recortar com serra. Nos locais onde serão instalados spots, recorte a placa com serra copo.

Muitos gesseiros têm dificuldades de interpretar o que está representado "em vista" e o que está "em corte". O primeiro se refere ao elemento representado como se o observador o olhasse de frente.
O "em corte" significa enxergar a seção por dentro, como se tivesse sido recortada. Nas ilustrações apresentadas, o arquiteto mostra o que está representado "em vista" (molduras) e o que está "em corte" (altura do vão do rebaixo).

Assentamento de ladrilho


Os ladrilhos hidráulicos podem ser assentados com argamassa de cimento e areia, podendo-se adotar, por exemplo, traços 1:4 a 1:5 (cimento e areia, em volume). Tal argamassa deve ter consistência igual ao de uma "farofa". Embutem-se as instalações, ralos e outros, executam-se as taliscas e mestras (respeitando-se a declividade prevista para o piso), espalha-se e compacta-se a "farofa" entre as sucessivas mestras. Em seguida polvilha-se superficialmente o traço com pó de cimento. Quando esse cimento "puxar" um pouco a umidade da argamassa tipo farofa, o ladrilho, com o tardoz ligeiramente umedecido, é aplicado de encontro à pasta de cimento, batendo-se sobre ele com martelo de borracha ou ferramenta não contundente.
Outra forma de assentar o ladrilho, é executar o contrapiso com argamassa, já provendo os caimentos necessários, pontos de ralos etc. Após a cura necessária da base, o assentamento pode ser feito com argamassa colante industrializada, tipo ACI ou ACII, aplicada com desempenadeira de aço com dentes de 8 mm.

Concreto armado

Entre outras vantagens e qualidades, o concreto armado proporciona segurança contra o fogo, rapidez de execução, economia de conservação, durabilidade, impermeabilidade e insensibilidade a choques e vibrações.
Concreto armado é um material composto de concreto e ferro ou aço, associados de tal forma que constituem um sólido único. A união desses elementos tem por finalidade aproveitar as características de cada componente, do ponto de vista da resistência. O concreto armado pode ser empregado na construção de estruturas, lajes, vigas, colunas, fundações, pontes, arcos, poços, tubulações, estacas, chaminés, portos, barragens, reservatórios, muros, bueiros, postes, bases, pisos e em toda obra que necessite de apresentar grande resistência ao uso.
Em construções onde existem grandes vãos, como viadutos e pontes, emprega-se um tipo especial de concreto armado mais resistente, o concreto protendido. Trata-se de um concreto ao qual se aplicam tensões prévias com o fito de aumentar sua resistência aos esforços a que será submetido. A armadura recebe pressões ao mesmo tempo que é revestida de concreto, o qual, ao endurecer, fica permanentemente influenciado pela tensão comunicada à armadura.

Histórico.

Quem primeiro teve a idéia de usar o concreto armado foi o jardineiro francês Joseph Monier, que fabricava vasos de madeira e resolveu experimentar uma argamassa de cimento com armação de arame. Satisfeito com o resultado, Monier patenteou o material e incrementou sua indústria de vasos. Verificou, mais tarde, a possibilidade de usar o material para construir reservatórios e encanamentos, ainda de modo rudimentar e sem controle de cálculos. Em 1867, levou seus produtos a uma exposição internacional, onde despertaram interesse de engenheiros alemães, que compraram as patentes. Os estudos para utilização do concreto armado continuaram empiricamente até que as firmas alemãs donas da patente montaram conjuntamente um laboratório para estudos e experiências. Nasceram daí os princípios das modernas teorias e as primeiras conclusões racionais do comportamento do material.
No Brasil, o concreto armado atingiu um grau de desenvolvimento excepcional, o que se deve em grande parte ao engenheiro Emílio H. Baumgart, que fundou uma verdadeira escola de difusão do concreto armado. Graças a ele, o Brasil pôde exibir, na primeira metade do século XX, dois recordes mundiais: o edifício do jornal A Noite, no Rio de Janeiro, com 24 andares, então o mais alto do mundo em estrutura de concreto armado e no qual, pela primeira vez no país, foi calculada a influência dos ventos; e uma ponte em quadro, sobre o rio do Peixe, em Erval SC, de 68m de extensão, batizada com o nome de Baumgart, em que pela primeira vez no mundo uma ponte em concreto armado foi lançada das duas margens, em balanço progressivo.
Composição. O concreto é uma mistura de areia, cimento, cascalho ou brita, e água. O elemento mais importante é o cimento. A mistura dos componentes deve obedecer a um cálculo pré-estabelecido no projeto da obra, para fixar a dosagem, ou traço, do fator água-cimento, isto é, a relação entre o volume de água e o peso do cimento, a fim de que o material possa corresponder às previsões do cálculo e às especificações da obra a que se destina. O concreto oferece grande resistência à compressão, e o ferro e o aço à tração. Esses dois materiais, quando conjugados ao concreto, permitem a combinação ideal para os casos em que as peças são submetidas à compressão e à tração.